PAZ

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Há algum tempo atrás, estava procurando um vídeo no YouTube para fazer um trabalho da faculdade e meio que ‘por acaso’ encontrei um comercial que, na verdade, não tinha nada a ver com o tema do trabalho. Porém, como o tempo corrido mais que um maratonista, acabei esquecendo. Até que, perambulando por ai, “reencontrei” o vídeo e prestando um pouco mais de atenção, percebi que era, ainda é, incrivelmente criativo, inteligente e te faz refletir um pouco sobre o tema. Ultimamente, especialmente nos dias atuais, tudo o que vemos diariamente são noticias relacionados à morte, violência assaltos… Chega a ser maçante assistir aos noticiários e leva a pensar, até quando isso continuará?

Esse comercial não tem mulher de biquíni, não tem cachorro, não tem criança, não tem bebezinho. Esse comercial não tem casal, não tem beijo, não tem família tomando café da manhã. Esse comercial não tem música de sucesso, não tem efeito especial, não tem tartaruga jogando bola. Esse comercial não tem gente famosa, nem garoto propaganda. Porque esse comercial é para vender um produto que ninguém precisa ser convencido a comprar… que você adora consumir você até já comprou só que não estão entregando. É um produto que não tem marca, não tem slogan, não tem embalagem, nem faz promoção tipo “leve 3, pague 2”. Esse comercial é todo branco, e desse jeito ele pode ser entendido aqui e no mundo inteiro. Aliás, seria muito bom se esse comercial pudesse passar no mundo inteiro. Porque o produto que esse comercial quer vender é a PAZ! E enquanto o pessoal que precisa comprar a PAZ não compra, faça assim: Pegue o estoque de PAZ que você ainda tem em casa e use no trânsito, use na fila do banco, use no elevador, use no futebol. PAZ é um produto interessante! Porque quanto mais você usa, mais você tem. E se todo mundo usar quem sabe chegue o dia em que ninguém mais precise fazer um comercial para vender a PAZ.
*Comercial criado por Washington Olivetto

 

Beijos,

Maiara Amaro

Todo sentimento um dia acaba

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Passei 20 anos da minha vida querendo um namorado. Eu tinha certeza que a qualquer momento, na situação mais improvável, eu conheceria alguém a quem eu fosse amar muito e que me amaria com a mesma intensidade de volta. Acreditava em destino, em cada um crescendo de um jeito e se encontrando da mesma forma. Era ansiosa para descobrir quando se daria esse encontro. Morria de medo de não acontecer.

No meio disso tudo, já troquei sinceros “eu te amo” e me apaixonei de doer a alma. Mais de uma vez. A cada nova chance, um pouco menos de coragem. À cada novo carinho, um pouco menos de entrega. Doía demais não dar certo. Perdi a coragem de tentar.

Eu tinha 17 anos da última vez que chorei por alguém. Desde então, nunca mais tive as pernas bambas, o coração disparado e a mão suada por qualquer rapaz que cruzasse meu caminho. Deixei de chorar por não ter dado certo, passei a chorar por não ter mais oportunidades.

Era um choro desesperado. Não podia beber que meu coração se desmanchava em lágrimas aflitas pelo amor sincero. Lágrimas que temiam não encontrar quem as secasse. Enquanto chorava, fugia. Ia embora sem me despedir, não trocava telefone, não contava o Facebook. Queria desesperadamente encontrar alguém, mas não permitia que me encontrassem.

Não sou mais assim. Perdi o tesão pelo amor. Sei que ele existe, o vejo escarrado da forma mais sincera na vida de pessoas próximas, mas percebi que ele não é para mim. Não adianta querer o que não te quer. Não adianta reclamar ao que não se importa. E o amor – que tanto defendo, que tanto admiro – não se importa comigo. Então, ele também não me interessa.

Tentei buscar, nas canções que me abalam, um pouco de sensibilidade. Mas esta está restrita à musicalidade da minha alma. Não sei nem mais escrever sobre como é gostar de alguém. Perdi a memória. A criatividade foi embora junto. O que me liberta: o mundo é grande, tenho muito sobre o que escrever.

Entretanto, perceber que agora assim o sou, me doeu de certa forma. Não mais tenho a doçura de quem sonha e espera. Só me interesso por caras com os quais não tenho a menor chance de me envolver. Continuo fugindo talvez, mas de algo que não corre atrás de mim. Aos 5 anos – e aos 9, e aos 14, e aos 17 – não ficaria feliz em saber que me tornaria essa pessoa. Não gosto da ideia de estar me decepcionando. Não é fácil ter perdido o calor intenso que por tanto tempo brilhou em meu peito.

Desapaixonar-se pelo amor, dói tanto quanto o fim de qualquer paixão. Ser indiferente a ele, também machuca um pouquinho. É que nunca me agradou saber que as coisas passam, que os sentimentos não são eternos. Sempre preferi o para sempre. Sinto um vazio ao pensar que tudo é em vão. Assim como me esvazio toda vez que me lembro que a vida não é eterna.

Sentir é complicado. Deixar de sentir, também.

Créditos do post: Para  Ver se Cola

Beijos,

Maiara Amaro

Dói em Todos Nós

reporter

Na noite de domingo, várias celebridades se mobilizaram e postaram nas redes sociais fotos com o olho roxo, em referencia à reporter Giuliana Vallone, do jornal Folha de S. Paulo, que foi atingida por uma bala de borracha ao longo das manifestações em São Paulo. As imagens fazem parte do protesto fotográfico “Dói em Todos Nós”,  do fotógrafo Yuri Sardenberg.

PrimaveraBrasileira

Vivi muito anos metendo o pau no que achava que estava errado nesse país, na nossa política, criticando e sentindo falta de fazer algo a mais, sentindo falta de atitude da população, de nós brasileiros acomodados. O país do futebol e carnaval, do “tudo tem um jeitinho”, da malandragem! Me senti enojada e envergonhada muitas vezes e agora sinto repulsa de toda essa sujeira e maquiagem feita o tempo todo no nosso país. Principalmente do que esta acontecendo agora! Tenho pena das pessoas que não tem informações, nada além dessas notícias deturpadas e que ainda acham que tudo isso é arruaça por 20 centavos! Acorda, Brasil! Essa é nossa chance de mudar, de crescermos, de brigarmos por uma educação decente, saúde, segurança.

Thaila Ayala no Instagram.

Imagem: Reprodução

“Tive uma intuição de fazer uma ação, um meio de protestar algumas coisas que todos nós estamos vendo acontecer”, diz Yuri, que se emocionou com o depoimento da jornalista Giuliana.

“Claro que o protesto não é contra à polícia, coitada, que não sabe nem o que está fazendo ali, muito menos quem ela está representando. Esse protesto é contra todos que nos dão diariamente socos e tiros nos olhos, sem que façamos muita coisa pra revidar. Pessoas que dizem representar o nosso País, mas ao contrário, levam-no somente ao declínio”, revela o fotógrafo.

As maquiadoras Carla Biriba e Carol Bicudo ficaram responsáveis por maquiar um significativo número de formadores de opinião, com um olho roxo. Algumas das Imagens são reproduzidas abaixo.

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…Nós queremos e merecemos ter orgulho de ser brasileiro.

Paulo Vilhena

Beijos,

Maiara Amaro