Dan Mountford

Dan Mountford é um fotografo e designer gráfico britânico. Ele é conhecido por trabalhar com uma técnica, conhecida como dupla exposição. Na fotografia, a dupla exposição é “o efeito que acontece quando duas cenas diferentes são mostradas na mesma fotografia, isto é, são sobrepostas.” Segundo ele, “todas as duplas exposições foram feitas na câmera e apenas cores foram ajustadas na pós produção.” Programas de edição foram usados somente para uma ou outra correção ou somente para vetorizar a imagem. Ele também descreve o trabalho como “uma jornada visual por nossas mentes por meios que a realidade do nosso dia-a-dia não mostra”.

Mountford captura ‘temas’ distintos de uma maneira diferente, de forma que fique harmoniosa dando vida novas imagens, de forma surreal. Dá uma olhada.

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Se quiser conferir mais algumas imagens, olhe aqui.

Beijos,

Maiara Amaro

A arte de Dan LuVisi

Um artista que descobri recentemente e me apaixonei pelo seu trabalho,  já virei fã com certeza, é Dan LuVisi. Ele adiciona uma dose extra forte de realidade alguns dos, pelo menos os meus, personagens infantis mais queridos. É como se tivessem entrado na fila da bizarrice ao menos duas vezes. Conheçam algumas imagens da série de retratos deturpados e grotescos dos personagens. Esse estilo é conhecido como Popped Culture.

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Então, eu até tenho uma certa atração pelo que os outros consideram bizarro, ms o Pato Donald é demais… Não entendi o porquê dele estar assim, mas tudo bem. Dois que eu gostei muito foram o Ralph e o Yoshi. Ficaram muito bons. Se quiser conferir outros trabalhos do artista, é Dan LuVisi.

Beijos,

Maiara Amaro

Todo sentimento um dia acaba

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Passei 20 anos da minha vida querendo um namorado. Eu tinha certeza que a qualquer momento, na situação mais improvável, eu conheceria alguém a quem eu fosse amar muito e que me amaria com a mesma intensidade de volta. Acreditava em destino, em cada um crescendo de um jeito e se encontrando da mesma forma. Era ansiosa para descobrir quando se daria esse encontro. Morria de medo de não acontecer.

No meio disso tudo, já troquei sinceros “eu te amo” e me apaixonei de doer a alma. Mais de uma vez. A cada nova chance, um pouco menos de coragem. À cada novo carinho, um pouco menos de entrega. Doía demais não dar certo. Perdi a coragem de tentar.

Eu tinha 17 anos da última vez que chorei por alguém. Desde então, nunca mais tive as pernas bambas, o coração disparado e a mão suada por qualquer rapaz que cruzasse meu caminho. Deixei de chorar por não ter dado certo, passei a chorar por não ter mais oportunidades.

Era um choro desesperado. Não podia beber que meu coração se desmanchava em lágrimas aflitas pelo amor sincero. Lágrimas que temiam não encontrar quem as secasse. Enquanto chorava, fugia. Ia embora sem me despedir, não trocava telefone, não contava o Facebook. Queria desesperadamente encontrar alguém, mas não permitia que me encontrassem.

Não sou mais assim. Perdi o tesão pelo amor. Sei que ele existe, o vejo escarrado da forma mais sincera na vida de pessoas próximas, mas percebi que ele não é para mim. Não adianta querer o que não te quer. Não adianta reclamar ao que não se importa. E o amor – que tanto defendo, que tanto admiro – não se importa comigo. Então, ele também não me interessa.

Tentei buscar, nas canções que me abalam, um pouco de sensibilidade. Mas esta está restrita à musicalidade da minha alma. Não sei nem mais escrever sobre como é gostar de alguém. Perdi a memória. A criatividade foi embora junto. O que me liberta: o mundo é grande, tenho muito sobre o que escrever.

Entretanto, perceber que agora assim o sou, me doeu de certa forma. Não mais tenho a doçura de quem sonha e espera. Só me interesso por caras com os quais não tenho a menor chance de me envolver. Continuo fugindo talvez, mas de algo que não corre atrás de mim. Aos 5 anos – e aos 9, e aos 14, e aos 17 – não ficaria feliz em saber que me tornaria essa pessoa. Não gosto da ideia de estar me decepcionando. Não é fácil ter perdido o calor intenso que por tanto tempo brilhou em meu peito.

Desapaixonar-se pelo amor, dói tanto quanto o fim de qualquer paixão. Ser indiferente a ele, também machuca um pouquinho. É que nunca me agradou saber que as coisas passam, que os sentimentos não são eternos. Sempre preferi o para sempre. Sinto um vazio ao pensar que tudo é em vão. Assim como me esvazio toda vez que me lembro que a vida não é eterna.

Sentir é complicado. Deixar de sentir, também.

Créditos do post: Para  Ver se Cola

Beijos,

Maiara Amaro